sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios


O que esperar de um filme de Quentin Tarantino com o nome de Bastardos Inglórios e ambientado na Segunda Guerra Mundial? Nada menos que um filmaço, é claro!

O filme começa já com uma cena bem Tarantino: numa pequena fazenda leiteira da família LaPadite, no interior de uma França já ocupada pelos nazistas, chega um carro com o coronel Hans Landa. Ele está atrás de alguns judeus, que por acaso estavam refugiados na casa dos LaPadite. O diálogo e a tensão que se passa dentro da casa são apenas uma amostra do que será o resto do filme. Landa está atrás de Shosanna Dreyfus, mas ela consegue escapar pelo campo.

A seguir somos apresentados ao grupo dos Bastardos Inglórios. Liderados pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), eles são um grupo de soldados americanos que caça os nazistas e os escalpela. Alguns são mortos a tacadas de beisebol, outros são soltos mas ganham de presente uma cicatriz com a suástica desenhada na testa.

A partir daí a história começa a se desenrolar. Encontramos Shosanna como dona de um cinema em Paris, e o soldado alemão Fredrick Zoeller começa a tentar seduzi-la. Ele protagonizou um filme entitulado "O Orgulho da Nação", e deseja que a premiere seja feita no cinema de Shosanna. Logo os Bastardos Inglórios ficam sabendo de tal premiere e de que a alta cúpula nazista estaria presente, e tramam um ataque, que fica sendo conhecida como "Operação Kino".

Tudo bem que Tarantino mudou a História da Segunda Guerra Mundial nesse filme, mas acredito ser completamente perdoável visto que o maior intuito é mesmo o entretenimento. Aliás, acredito que se a tal "Operação Kino" tivesse realmente existido e acontecido dessa forma, teria sido até melhor para os livros de História.

Inglorious Basterds é sim um filme muito divertido. Um enredo envolvente, personagens marcantes e diálogos pra lá de inteligentes. Tudo isso somado à cena antológica do desfecho da "Operação Kino" me levam a crer que este é o melhor filme de Tarantino. Gosto muito também de Kill Bill e Pulp Fiction, mas minha opinião é a que desta vez Tarantino se superou.

3 comentários:

minhastudo disse...

Oi Daniel,

Valeu pela dica... estava pensando se ia ou não assistir esse filme no próximo sábado. Após ler o seu post a resposta é afirmativo!!!
Bom final de semana.
Abços.,
Johnny

Douglas Neves disse...

Melhor que Pulp Fiction?

PRECISO ver esse filme!! :D

E preciso ver Pulp Fiction again também... hahaha
É muito bom!

Érika Pellegrino disse...

Também gostei muito do filme, mas acho que a não ser pelo entusiasmo que o filme provoca, não tem nenhum elemento que o faça ser melhor que Pulp Fiction.
Sou suspeita pra avaliar um filme do Tarantino, achoq ue nem que ele fizesse um filme com a Meg Ryan eu iria assistir pra ver o que saiu, e ele tem minha licença pra queimar quantos nazistas quiser, em consonância ou não com a história.
Filme muito bom, vale mesmo a pena - e ponto muito importante: onde diabos esteve o Christoph Waltz todo esse tempo??