sábado, 14 de novembro de 2009

2012

2012 é aquele típico filme que você tem que assistir pensando mais em apreciar os efeitos visuais do que a trama em si. E considerando este aspecto, pode-se dizer que o filme é extremamente bem-sucedido.

Ok, existem vários personagens na história que nos fazem torcer pelo seu sucesso ou fracasso. É o caso de John Cusack, que interpreta o escritor e motorista Jackson Curtis. Separado de sua esposa Kate, ele pega os filhos na Califórnia para passar um final de semana no parque de Yellowstone. Lá ele tem contato com um radialista maluco, um tal de Charlie Frost, que alardeia que o governo está escondendo de todos o fim do mundo.

E o maluco estava certo. O filme começa na verdade em 2009, quando o cientista Adrian Helmsley chega à Índia, onde um colega havia feito uma descoberta. O filme dá uma explicação um tanto quanto superficial, mas diz que uma tempestade magnética vinda do sol fez com que alguns neutrinos chegassem ao centro da Terra, iniciando uma reação em cadeia que faria com que as placas tectônicas da superfície logo entrassem em colapso. Isso aconteceria dentro de 3 anos, exatamente como os maias haviam previsto na Antiguidade.

O governo americano inicia então um projeto em conjunto com 46 países (a maior parte europeus) de construção de grandes barcos para salvar uma parte da Humanidade perante a destruição. Como se fosse a Arca de Noé. Levam bichos de todas as espécies e várias obras de arte para servir de legado da Humanidade. E vendem algumas passagens por 1 bilhão de euros para alguns dos homens mais ricos do mundo, claro que sem fazer alarde. Tudo é construído na China, mais precisamente no Himalaia, que por ser o ponto mais alto do mundo era também considerado o último local a ser atingido pela catástrofe.

O próprio Adrian Helmsley é um personagem pelo qual torcemos. Ele faz de tudo para salvar ao maior número de pessoas possível, bem ao contrário do político Carl Anheuser, que deseja apenas salvar a própria pele. Os diálogos entre Helmsley e Anheuser podem não ser lá muito bem elaborados, mas certamente constituem um pouco da moral que o filme quer passar.

Claro que o filme mostra durante a maior parte do tempo como Jackson Curtis, sua esposa Kate, seus filhos e o namorado de Kate tentam chegar à Arca de Noé, mesmo sendo pessoas comuns. As cenas de destruição que eles presenciam são simplesmente de tirar o fôlego, e estamos sempre torcendo para que eles consigam se salvar, mesmo que todo o resto da Humanidade acabe por sucumbir.

Existem algumas cenas marcantes também envolvendo outros personagens, como o Presidente dos Estados Unidos interpretado por Danny Glover, o pelo pai de Helmsley, o bilionário russo Yuri Karpov (o patrão de Jackson Curtis), o piloto de avião Sasha, dentre outros.

Pode não ser nenhuma obra-prima, mas 2012 é indiscutivelmente muito eficiente naquilo que se propõe: entretenimento.

2 comentários:

Douglas Neves disse...

Eu ainda não vi, e não pretendo ver tão cedo (ainda mais quando fiquei sabendo como era o fim).

Acho que pra um filme desse tipo funcionar pra mim, teria que ter só cenas de destruição. Sem personagens centrais, e, principalmente, sem salvação, para ninguém.
Hahahahhaa
Isso sim seria um bom filme :D

Kleber disse...

Aff, 2012, poderia ser 2010, pq ano pior q 2009 so resta mesmo o fim do mundo, esqueceram de botar no filme as arcas brasileiras que seriam aqueles dois pratos la em brasilia. kuakuakua