sábado, 14 de novembro de 2009

Besouro


Não sou nenhum entusiasta da Capoeira. Pra ser bem sincero, nunca tive o menor interesse por esta mistura de dança com arte marcial. Já fui à Bahia e, ao contrário da maioria dos turistas que passa por lá, não parei para prestigiar as tradicionais rodas de Capoeira em Salvador.

Descobri então que havia um novo filme nacional em cartaz chamado Besouro. O filme conta a história verídica do herói que dá nome ao filme, um negro capoeirista que ainda sofria muito com a discriminação às pessoas de sua raça. A história se passa em 1920, pouco tempo após a abolição da escravatura, mas muitos negros ainda eram tratados como se fossem escravos. Mais do que um filme sobre a capoeira, Besouro retrata muito bem o problema do racismo, que ainda está presente nos dias de hoje, mesmo após quase 1 século de passada essa história.

E quem assistiu ao espetacular filme chinês "O Tigre e o Dragão" certamente irá notar algumas semelhanças nas cenas das lutas de Capoeira deste filme. Até mesmo a antológica luta sobre o bambuzal ganha uma versão brasileira em Besouro. E não encaro isso como plágio ou como defeito: pelo contrário, acho a homenagem justa e perfeitamente à altura do filme chinês.

Embora um pouco lento em alguns trechos, carente de publicidade e com baixo orçamento, Besouro me surpreendeu positivamente. Saí do cinema mais do que satisfeito com o filme, tanto é que estou aqui escrevendo sobre ele e recomendando às pessoas que lerem este post. Com certeza vale o preço do ingresso.

1 comentários:

Gregório disse...

Gostei muito do filme, mas achei que os temas religiosos/espirituais ficaram um pouco confusos.

Mas concordo que vale a pena ir ao cinema para assisti-lo, é um filme brasileiro que foge dos clichês nordeste/favela.