Tony Stark é dono de um dos maiores fabricantes de armas dos Estados Unidos. Após uma visita ao Afeganistão para demonstração de seu míssil de última geração, ele é capturado pelas forças talibãs que decidem soltá-lo apenas se ele fizer o mesmo míssil para eles. Tony aproveita do material que dispõe e da ajuda de Yinsen, seu "intérprete" durante a prisão, para desenvolver uma armadura de ferro e assim conseguir escapar. De volta aos Estados Unidos, ele decide concentrar seus esforços em aprimorar a armadura, e com isso arranja briga com Obadiah Stane, seu sócio.
O filme realmente não me agradou em nada. Os poderes são completamente artificiais, tudo criado pelo homem. Não há nada de poético como a capa vermelha do Super-Homem, as teias do Homem-Aranha ou o cinto de utilidades do Batman. Justamente isso leva o espectador a crer que essa história é mais realista, ou melhor, menos fantasiosa do que os outros filmes de super-heróis.
Mas aí está o ponto que me desagradou: é impossível alguém em sã consciência crer que Tony conseguiria sozinho ser o CEO da empresa e ao mesmo tempo ter tanto conhecimento técnico a ponto de desenvolver uma armadura tão complexa. Sem falar que, se ele demonstra ter conhecimentos acima da média sobre aeronáutica (basta ver quando ele fala sobre a razão peso por tração, ou quando participa de uma discussão sobre o futuro da aviação estar em aeronaves não-tripuladas), é no mínimo frustrante que ele não saiba dos problemas causados por gelo em elevadas altitudes.
Como o filme é do ano passado e acho que todo mundo já havia visto (menos eu, que vi hoje), acho que não tem problemas em contar o final por aqui. O que mais me doeu foi, no fim do filme, durante a coletiva de imprensa, quando Tony Stark admite ser o Homem de Ferro. Que raio de super-herói que se preze é capaz de revelar sua própria identidade de maneira tão aberta ao mundo inteiro? Super-Homem, Batman, Homem-Aranha, todos eles buscam esconder a sete chaves sua identidade, por razões mais do que óbvias. Um super-herói assim, que se deixa levar pelo sucesso e pela mídia, definitivamente não merece ser chamado de super-herói. Além de tudo é uma falta de caráter, coisa que deveria ser mais valorizada que os próprios super-poderes.
Em 2010 vem a continuação. Que pena. Seria muito melhor se usassem esse dinheiro para uma adaptação do livro do Harry Thompson.
PS: Tecnicamente falando (leia-se efeitos especiais, incluindo-se aí as armaduras de ferro utilizadas) o filme é realmente impecável. Mas nem por isso gostei dele.

1 comentários:
"é impossível alguém em sã consciência crer que Tony conseguiria sozinho ser o CEO da empresa e ao mesmo tempo ter tanto conhecimento técnico a ponto de desenvolver uma armadura tão complexa" Estou rachando o bico aqui! Eu não diria que é impossível por falta de capacidade, mas por uma questão de política de RH, em que um especialista nunca chega ao posto de CEO...
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