Após ter morado dois anos na cidade de Milão e de já nutrir na época uma enorme simpatia pelo Milan, não pude deixar de acomanhar neste domingo o clássico local. De um lado a atual tetracampeã e líder do atual campeonato, a Inter. Do outro o vice-líder Milan, que vive nessa temporada um período de reformulação. Isso graças ao fim da era Ancelotti, treinador que passou quase toda a última década no comando da equipe. E também à saída de Kaká, maior astro da equipe, que abriu espaço para que Ronaldinho voltasse a brilhar.
O Milan entrou em campo com 6 pontos de desvantagem para a Inter e um jogo a menos. A vitória significaria um possível empate por pontos, logo no começo do returno, o que certamente colocaria fogo no campeonato. Mas foi a Inter quem saiu na frente logo no começo do primeiro tempo com um gol de Milito. Aos 27, Sneijder é expulso e a Inter fica com um a menos. O Milan volta ao segundo tempo fazendo pressão, mas é a Inter quem marca, desta vez com Pandev. No final do jogo Lúcio é expulso por um toque de mão involuntário (ele estava apenas se defendendo do chute de Ronaldinho) e o juiz marca pênalti pro Milan. Aos 44 minutos e com 5 de acréscimo, era a chance de colocar fogo na partida.
Muitos já vinham defendendo que Ronaldinho está merecendo uma vaga na seleção do Dunga. Mas nessa partida crucial ele pouca coisa fez. E no momento que teve todas as atenções voltadas para si, quem brilhou foi o goleiro Júlio César, que fez excelente defesa. E a Inter venceu por 2 a 0, abrindo assim 9 pontos de vantagem e mostrando que dificilmente perderá o pentacampeonato.
Torço para o Milan, mas tenho que reconhecer que o resultado foi merecido. E se por um lado Ronaldinho pode ser colocado em xeque devido à sua atuação, fica mais do que comprovado que Júlio César é o dono absoluto da camisa número 1 da Seleção.

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