quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Distrito 9


O filme já agrada logo de cara por ser diferente: ao invés de Nova York, Washington, Los Angeles, Chicago ou mesmo Londres, trata-se de Johannesburgo, na África do Sul, o local onde a história se passa. Mais precisamente em um gueto, que leva o nome do filme.

A trama se baseia na convivência mútua entre homens e aliens. Estes chegaram à África do Sul com sua nave mãe, que se manteve por 20 anos "estacionada" pairando no ar sobre a cidade de Johannesburgo. Os aliens, chamados pejorativamente de "Prawns" (Camarões na tradução que assisti), dada sua semelhança com os crustáceos, vivem sob extrema discriminação dos humanos. Moram em uma favela, mas sua presença na cidade incomoda tanto que o governo resolveu criar uma área afastada para eles. Algo como um campo de concentração.

Sim, o que os humanos fazem com os aliens não é muito diferente do que foi feito (e ainda é) com relação à minorias. Basta ver o Apertheid na própria África do Sul, ou as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, ou então até mesmo o que os europeus fizeram com os índios na América. Mas o grande mérito do filme é justamente em retratar os aliens como seres extremamente asquerosos, de modo que qualquer um que se colocasse no lugar daqueles personagens provavelmente agiria da mesma forma.

O enredo é realmente envolvente, desses que retratam as qualidades e os defeitos dos seres humanos. Não é de se espantar que no final do filme certamente nos encontramos torcendo mais contra os humanos do que a favor deles. Indispensável pra quem curte ficção científica.

1 comentários:

Douglas Neves disse...

Eu assisti esse filme recentemente, é realmente muito bom.

Um filme de ETs bem diferente do normal.

Eu só estava esperando um final feliz, e não foi bem isso que aconteceu, o final é mesmo bem deprimente...