domingo, 14 de março de 2010

SP Indy 300

E hoje começou também o campeonato da Fórmula Indy, categoria que eu acompanhava bastante quando criança, na época que o Emmerson Fittipaldi ainda corria. Acompanhei assiduamente também as temporadas vencidas pelo Gil de Ferran em 2000 e 2001, nas quais Hélio Castroneves e Tony Kanaan ainda estavam surgindo. Atualmente vejo só as 500 Milhas de Indianápolis e olhe lá. Quando fiquei sabendo que a Indy faria uma corrida em São Paulo achei fantástico. Infelizmente diversos fatores me fizeram assistir a corrida apenas pela televisão.

Mas não faz mal. Uma corrida de rua usando o Sambódromo como reta principal e a marginal Tietê como uma reta oposta de 1.5 km de extensão é sem dúvida um evento marcante para a cidade de São Paulo. Problemas surgiram, é verdade, com a aderência do asfalto no Sambódromo e com as diversas ondulações, que são típicas em circuitos de rua. Basta ver uma corrida em Long Beach ou em Cingapura pra saber do que estou falando. Mas a meu ver, nada que pudesse comprometer o espetáculo. Eventualmente pro ano que vem teremos melhorias.

A corrida, ao contrário da Fórmula 1 de mais cedo, foi emocionante e cheia de alternativas. Logo na largada um acidente envolvendo vários carros acabou por comprometer a corrida de Hélio Castroneves. Nosso Tony Kanaan também foi prejudicado com um toque quando era o terceiro colocado na corrida, e chegou até a tomar uma volta para depois recuperar. Mesmo tendo que fazer corridas de recuperação, Hélio e Tony completaram a prova em nono e décimo lugares respectivamente. Foi a estreia também de Bia Figueiredo, brasileira que terminou em décimo terceiro lugar.

Pra variar teve chuva numa corrida em São Paulo, de forma que ela foi decisiva nas estratégias adotadas pelos pilotos. Os carros da Chip Ganassi, que lideraram o começo da prova, erraram nesse ponto e se comprometeram. Scott Dixon foi apenas o sexto e Dario Franchitti o sétimo. Melhor para Ryan Hunter-Reay, que retornou na ponta. Ryan Briscoe, da Penske, ainda assumiu a liderança, mas acabou por encontrar o muro. Na relargada outro carro da Penske, desta vez o de Will Power, acabou ultrapassando Hunter-Reay para não perder mais a ponta e vencer a corrida. O brasileiro Vitor Meira completou o pódio. Raphael Matos, da equipe de Gil de Ferran, terminou em quarto.

Uma corrida de alternativas, ultrapassagens, acidentes, emoções e na qual o vencedor também teve que contar com uma boa estratégia e um pouco de sorte. Essa é a Fórmula Indy. Um evento muito bacana mesmo. Espero ano que vem estar lá.

0 comentários: