Hayao Miyazaki é sem dúvida um dos grandes gênios da animação. Ficou mundialmente famoso após ganhar o Oscar com "A Viagem de Chihiro". E voltou às telas brasileiras este ano com sua última produção "Ponyo".
Baseado no conto "A Pequena Sereia" do autor dinamarquês Hans Christian Andersen, o filme conta a história da peixinha dourada Ponyo, que após se perder em meio ao oceano acabou sendo salva por um garoto de 5 anos chamado Sosuke que a encontrou presa dentro de uma garrafa de vidro na praia. Sosuke se corta com o vidro e Ponyo cura o machucado lambendo seu sangue. A partir daí uma reação começa a acontecer e Ponyo vai aos poucos adquirindo aspectos humanos. Mas logo começam a surgir os empecilhos para que Ponyo e Sosuke não possam ficar juntos.
Como pode-se perceber, existem semelhanças e diferenças com relação ao longa da Disney baseado na mesma obra. Não se trata porém de uma "versão japonesa" da mesma história. Até porque a mensagem final dos dois filmes não é exatamente a mesma. Acho realmente difícil traçar qualquer comparação entre os dois títulos.
Assim como todos os filmes de Miyazaki, Ponyo é um desenho longa-metragem 100% feito à mão. Ele não se rendeu à era dos computadores muito menos ao 3D. E nem por isso ele deixa de ser um espetáculo visual. Myiazaki é insuperável em criar cenários realmente deslumbrantes e riquíssimos em detalhes. A cena de Ponyo correndo sobre as ondas do mar na tempestade, ao som de uma música incrível que faz lembrar A Cavalgada das Valquírias de Richard Wagner, é sem dúvida um dos pontos altos do filme. A trilha sonora que por sinal considero uma das mais bonitas que já ouvi até hoje no cinema.
O filme pode parecer estranho para o público em geral que está mais acostumado com os títulos da Pixar. Não só pela animação em si, mas também pelo enredo. Miyazaki preocupa-se menos com entretenimento e mais em contar uma história que tenha algum ensinamento, alguma mensagem que ele queira transmitir às crianças.
Por isso muita gente pode sair do cinema achando Ponyo um filme bastante infantil. Na verdade eu também tive essa impressão. Acho que foi o filme mais "bobinho" que vi do Miyazaki. Não se trata de sua grande obra-prima, ficando bem atrás de "Meu vizinho Totoro" e "A Viagem de Chichiro". Mas com certeza vale o preço do ingresso.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Apollo 13
Lançado em 1995 com Tom Hanks no auge da carreira em seu papel principal, Apollo 13 é um filme sensacional. Foi um dos primeiros filmes "não-infantis" que assisti no cinema. 15 anos mais tarde acabei por revê-lo, e resgatar diversas cenas perdidas na memória.
Baseado em fatos reais, o filme narra a história expedição homônima para se chegar à Lua. Após a expedição triunfal Apollo 11 ter finalmente tocado o solo lunar, muitos já começavam a se questionar por que o governo americano continuar gastando dinheiro com o programa Apollo.
Tom Hanks interpreta Jim Lovell, o astronauta em comando na expedição. Ele já havia participado da Apollo 8, que havia apenas circundado a Lua e retornado à Terra em seguida. Agora Lovell ganha uma chance de finalmente realizar seu sonho e tocar o solo lunar.
É muito interessante ver a maneira como a NASA é retratada no filme. Não só com relação aos foguetes, mas também aos laboratórios e ao centro de operações. Mais do que isso, o filme mostra toda a repercussão que essa expedição teve na mídia e na própria sociedade norte-americanas. Lembro-me bem de um episódio do seriado "Anos Incríveis" que passava na TV Cultura no qual a expedição da Apollo 13 era retratada como sendo o assunto do momento na época.
Achei muito bonita também a mensagem final do filme. Mesmo que você fracasse e não consiga atingir os teus objetivos, não se sinta derrotado. O pior dos fracassos pode acabar de tornando o maior dos triunfos. Além disso, há coisas mais importantes na vida além do que o simples vencer ou perder.
Pra quem não viu, recomendo que corra à locadora mais próxima para assistir. E mesmo para os que viram o filme, muito provavelmente há 15 anos atrás assim como eu, reitero a recomendação: este não é um filme que deve ficar perdido no tempo.
Baseado em fatos reais, o filme narra a história expedição homônima para se chegar à Lua. Após a expedição triunfal Apollo 11 ter finalmente tocado o solo lunar, muitos já começavam a se questionar por que o governo americano continuar gastando dinheiro com o programa Apollo.
Tom Hanks interpreta Jim Lovell, o astronauta em comando na expedição. Ele já havia participado da Apollo 8, que havia apenas circundado a Lua e retornado à Terra em seguida. Agora Lovell ganha uma chance de finalmente realizar seu sonho e tocar o solo lunar.
É muito interessante ver a maneira como a NASA é retratada no filme. Não só com relação aos foguetes, mas também aos laboratórios e ao centro de operações. Mais do que isso, o filme mostra toda a repercussão que essa expedição teve na mídia e na própria sociedade norte-americanas. Lembro-me bem de um episódio do seriado "Anos Incríveis" que passava na TV Cultura no qual a expedição da Apollo 13 era retratada como sendo o assunto do momento na época.
Achei muito bonita também a mensagem final do filme. Mesmo que você fracasse e não consiga atingir os teus objetivos, não se sinta derrotado. O pior dos fracassos pode acabar de tornando o maior dos triunfos. Além disso, há coisas mais importantes na vida além do que o simples vencer ou perder.
Pra quem não viu, recomendo que corra à locadora mais próxima para assistir. E mesmo para os que viram o filme, muito provavelmente há 15 anos atrás assim como eu, reitero a recomendação: este não é um filme que deve ficar perdido no tempo.
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